“Somos Ghedin, Somos Assim!”
De Trebaseleghe, no Vêneto, às colônias italianas do sul do Brasil. Cinco gerações, quatro cidades, dois estados — e cinco encontros.
O sobrenome Ghedin é vêneto. Hoje são cerca de 357 famílias na Itália, com o epicentro em Zero Branco, província de Treviso, e presença nas comunas vizinhas de Morgano, Scorzè, Trebaseleghe, Baone, Este e Pádua. Nos registros antigos aparece também como Ghedini e Guedini.
Onde Bortolo Ghedin nasceu em 1863
A colônia italiana onde nasceram os filhos
Onde Bortolo foi sepultado
O coração da família até hoje
O ramo que sediou o IV Encontro
Giovanni Ghedin nasceu em Urussanga em 1889 e morreu em Criciúma em 1969. Casou-se com Giuseppina Possamai. É por ele que a família chega à cidade onde, quase um século depois, nasceria o primeiro encontro.
O sudoeste paranaense foi colonizado por catarinenses e gaúchos de origem italiana a partir dos anos 1940. Há Ghedin estabelecidos em Cruzeiro do Iguaçu, vizinha de Dois Vizinhos — o ramo que sediou o IV Encontro, o primeiro fora de Santa Catarina.
Mais antigo e ainda inexplorado: Orsola Ghedin (1840–1898), casada com Isodoro Casarin, falecida em Jaú; e Giuseppina Josephina Ghedin (1870–1935), casada com Luigi Stangherlin, quatorze filhos, em Barra Bonita.
Todas as edições, sem exceção, caíram num sábado. As três últimas, em janeiro. A camisa de cada ano conta um pedaço da história — das bandeiras cruzadas de 2017 ao brasão que nasceu em 2024.
O começo de tudo, no berço da família. Ainda sem associação, sem logotipo, sem estrutura — só a vontade de juntar todo mundo no mesmo lugar.
Dezesseis meses depois, a cidade vizinha — onde existe uma Rodovia Mário Ghedin, sinal de raiz antiga. Três meses depois desta festa nascia a Afaghe.
A capital, e a primeira edição em janeiro — mês que virou tradição. A festa já organizada pela associação, fundada em outubro de 2018.
A primeira edição fora de Santa Catarina — e o marco mais importante da série: o ramo paranaense assumiu a organização e trouxe a família para o outro lado da fronteira.
Dez anos depois de Criciúma. A quinta reunião da família e a primeira com uma década de história para contar.
Onde uma família se enraíza, o sobrenome acaba virando endereço. Estes são os Ghedin gravados no mapa do sul de Santa Catarina.
Via municipal em Içara, batizada com o nome de um Ghedin. Todo ato de nomeação de rodovia traz uma justificativa com a biografia do homenageado — há uma história documentada esperando na Câmara.
Unidade municipal de ensino em Criciúma. Outro nome da família transformado em instituição pública, com ato oficial e biografia registrados.
A Associação da Família Ghedin foi fundada em 4 de outubro de 2018, em Criciúma — entre o segundo e o terceiro encontro. Nasceu do sucesso das duas primeiras festas, feitas de forma totalmente informal.
A data de 1891. A camisa do IV Encontro traz 1891 nas mangas — provável referência à fundação de Nova Veneza, colônia vêneta de Santa Catarina. Mas a genealogia documentada aponta para outra janela: Bortolo casou-se na Itália em maio de 1888 e já havia um Ghedin nascido em Urussanga em 1889. Se alguém na família guardou o documento que sustenta o 1891, é a peça mais valiosa do acervo.
O navio e a data do desembarque. Nenhuma lista de bordo consultada traz o sobrenome Ghedin ou Ghedini. Os registros civis de Urussanga de 1892 a 1999 estão microfilmados e devem fechar essa lacuna.
O acervo das quatro festas. Nenhuma das edições anteriores teve cobertura pública — as fotos, listas de presença e convites estão apenas com as famílias. Reunir esse material antes de janeiro de 2027 é o melhor presente que a quinta edição pode dar à sexta.